Antero de Quental - vamos ficar só por este - suicidou-se, Maria João Pires ameaça abandonar a nacionalidade portuguesa. Não acredito que na actualidade continue a existir alimento para a maldição de ser português...
MISERICÓRDIA! NÃO LHE CHAMEM ANCHOVAS
(Antero de Quental - vamos ficar só por este - suicidou-se, Maria João Pires
ameaça abandonar a nacionalidade portuguesa. Não acredito que na actualidade
continue a existir alimento para a maldição de ser português, trata-se apenas
de um facto isolado).
Anónimo says: Fiquei sabendo ao ler estas suas curjidades,
que esteve no alto da chaminé, na altura em que ela foi erguida, da fábrica de
peixe de Santo Amaro, chamada Aldite. Terá por acaso conhecimento de uns
pauzinhos para enrolar o biqueirão que por essa altura lá apareceram e que se
limitaram aquela fábrica e que hoje se existirem sobreviventes serão uma
curiosidade única na indústria conserveira do país?
Descendente de Bensafrim replies: Ó meu amigo! Ó meu amigo!
Pauzinhos para enrolar o biqueirão, que uma vez retirados deixam o espaço que
será preenchido pela alcaparra? Os pauzinhos para enrolar o biqueirão decorados
com diversos motivos? Fui eu e o meu amigo Manuel Augusto da Silva da Luz quem
os fez! Sim senhor! Tudo começou com uma das raparigas que trabalhava na
fábrica, a pedir aos carpinteiros que trabalhavam na renovação da mesma, que
fizesse um. Não só fiz o pauzinho como achei que devia decorá-lo com um flor
que o Mestre Américo nos ensinara a talhar. A partir daí foi um vê se te avias.
E tentávamos variar, para além da flor fizemos as iniciais das suas possuidoras
e outros elementos que já não recordo. O mestre Celestino da fábrica reparou na
avalanche, teriam os patrões, Mendes de Portimão, reparado que os carpinteiros
da obra em vez de trabalharem nas cofragens andavam às escondidas a fazer
objectos de luxo para as trabalhadoras? Sim senhor foi assim. Agradeço a sua
pergunta, e se por acaso souber da existência de um desses pauzinhos diga-me,
ficar-lhe-ei agradecido e até lhe ofereço uma recordação. E, por misericórdia,
transmita a quem passar por si que tratar o biqueirão por anchova é uma
saloiice, além de um grande erro e de uma falta de respeito pela identidade
regional. (por via judaica não sionista fiquei sabendo que Bensafrim queria
dizer “ o filho do homem que escreve”.
Procurei confirmação com o Historiador Mestre Martins que me disse que estava
certo e que tanto ele no seu livro como F. Castelo no seu se referiam ao
assunto. Como tenho estado a atravessar uma fase de sono ainda não fui procurar
essas obras, confesso a vergonha de ainda as não ter).
Outro Anónimo says –Tem toda a razão biqueirão é o
biqueirão. Há um outro peixe chamado anchova e que não tem semelhança alguma
com o biqueirão. Tudo começou porque nas latas de conservas em língua camone
vinha o nome anchovies. Algum saloio que se queria mostrar fino passou a dizer
anchova. É como o râguebi. Em inglês escreve-se rugby, em português traduziu-se
para râguebi que foneticamente é o mais correspondente, mas lá apareceu outro
saloio que para mostrar que sabia falar camone passou a dizer reiguebi, e lá
vai a saloiada toda a trás. Afinal só mostram que não falam camone. E diz você
que a maldição acabou. Têm medo de mostrar as origens? Não têm orgulho nelas?
Mais três anos com os espanhóis e vão ver como o orgulho nacional aparece.
Guest says – Afinal o
que tem isto a ver com a Misericórdia?
Guest replies – Ainda não percebeste o esquema? Não se está
mesmo a ver que isto é a preparar o terreno.
deodato inácio
junho
09